Plataforma portuguesa propõe medidas para minorar os efeitos da dor crónica no contexto laboral
DATA
18/10/2019 11:02:07
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Jornal Médico
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Plataforma portuguesa propõe medidas para minorar os efeitos da dor crónica no contexto laboral

Será apresentada hoje a Plataforma SIP Portugal, cujo objetivo é reduzir o impacto social da dor crónica, a segunda doença mais prevalente no país, através da proposta de medidas de capacitação produtiva do cidadão com dor crónica. Afetando cerca de um terço dos portugueses, as consequências não têm impacto apenas na pessoa, mas também na sociedade.

A dor musculoesquelética “é responsável por quase 50% de todas as ausências do trabalho, com uma duração de, pelo menos, três dias, e 60% de incapacidade permanente para trabalhar”, afirma a presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) e responsável pela coordenação científica da plataforma, Ana Pedro, em declarações à Lusa.

No Dia Nacional de Luta Contra a Dor, a especialista incita à aposta em medidas que melhorem as condições de trabalho dos indivíduos com dor crónica, por forma a promover a manutenção do trabalho ou a reintegração profissional. Assim, é possível “diminuir o absentismo laboral, as mudanças de emprego, as reformas antecipadas e as pensões por incapacidade”, explica. Relembra ainda que “a dor crónica é um dos principais motivos pelo qual as pessoas abandonam o mercado de trabalho prematuramente”, e que “contribui significativamente para a reforma por invalidez”.

A “adaptação e flexibilidade nos horários de trabalho, a adaptação do posto de trabalho e a promoção de condições ergonómicas e a possibilidade de realizar o trabalho a partir de casa” são algumas das medidas concretas que devem ser aplicadas, declara Ana Pedro. A responsável apela ainda à consciencialização e formação sobre a problemática da dor em contexto laboral, recomendando a criação de grupos de suporte dentro das empresas para os indivíduos que sofrem do problema.

A Plataforma SIP Portugal, que junta organizações, sociedades científicas e associações de doentes será apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

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