Número de médicos em formação será “o maior de sempre” em 2020
DATA
23/09/2019 15:08:18
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Jornal Médico
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Número de médicos em formação será “o maior de sempre” em 2020

O número de vagas para internato médico do próximo ano será “o maior de sempre”, revelou o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), adiantando que haverá mais de 1.800 vagas para especialidade médica, o que corresponde a um aumento de cerca de uma centena face ao ano passado.

O anúncio foi feito por Miguel Guimarães, durante o seu discurso na Conferência “SNS aos 40”, que decorreu na passada sexta-feira, em Lisboa. Em declarações posteriores aos jornalistas, o responsável adiantou que haverá mais de 1.800 vagas para os médicos que vão iniciar a sua formação na especialidade, um reforço em relação ao ano anterior e, segundo o bastonário, o maior número de vagas de sempre.

“O mapa de capacidades formativas vai ser o maior de sempre. Vai ultrapassar claramente as 1.800 vagas. Foi um mapa bem ponderado, com muito trabalho da parte dos colégios de especialidade e de outros envolvidos. Tentou-se maximizar as vagas, mantendo a qualidade”, esclareceu.

Mais médicos em formação no SNS não significa que todos os especialistas fiquem a trabalhar no serviço público, reconhece Miguel Guimarães. Por isso mesmo, e apesar deste aumento, o bastonário salientou que “o grande desafio do Serviço Nacional de Saúde” é o de se manter “atrativo para as novas gerações de médicos (muito mais preparadas do ponto de vista tecnológico)”. Face ao “contexto difícil que o SNS atravessa”, o responsável apontou como uma das possíveis soluções a “dedicação exclusiva opcional”.

De acordo com o bastonário, “é preciso fazer alguma coisa para que os médicos fiquem cá e no SNS. Temos uma nova vaga de médicos que é mais exigente em termos de condições de trabalho e mais recetiva a procurar alternativas que satisfaçam as suas necessidades”.

Miguel Guimarães disse não ser possível indicar, de forma global e genérica, as razões para o aumento das vagas, tendo de ser analisado caso a caso. Nalgumas situações tem a ver com a reposição de capacidade formativa nos serviços, noutros pode estar ligado à reorganização de unidades, havendo também um aumento de vagas nos hospitais privados.

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Editorial | Jornal Médico
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Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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