Ministra nega barreiras a medicamentos inovadores devido a razões financeiras
DATA
11/09/2019 11:59:04
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Jornal Médico
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Ministra nega barreiras a medicamentos inovadores devido a razões financeiras

A ministra da Saúde, Marta Temido, rejeita a existência de dificuldades no acesso a medicamentos inovadores por motivos financeiros em Portugal e remeteu para peritos e técnicos um entendimento sobre os fármacos em questão, indicados no tratamento da doença oncológica.

“Não há qualquer restrição ao acesso à inovação por razões de natureza financeira, como casos recentes o mostram de uma forma clara e inequívoca”, sublinhou a governante, em declarações aos jornalistas à margem de uma cerimónia da Direção-Geral da Saúde que decorreu ontem, em Lisboa.

Marta Temido foi questionada sobre a posição assumida pela Ordem dos Médicos (OM): a de que há clínicos que estão a ser “impedidos de proteger a vida de doentes com cancro”, denunciando barreiras no acesso a “medicamentos potencialmente inovadores” que colocam “doentes em risco de vida”. A inquilina da João Crisóstomo afirmou que “rejeita por completo” a perspetiva de que haja entraves no acesso a medicamentos inovadores, considerando que o que pode estar em causa são “divergências entre análises técnicas e clínicas”.

De acordo com a ministra, “trata-se, eventualmente, de uma questão de divergência entre análises técnicas e clínicas que terão de ser dirimidas entre os próprios [peritos] com mais discussão e maior formulação”. E, neste sentido, aconselhou que estas questões sejam debatidas em “sede própria” e ainda “talvez com algum resguardo”.

Para a governante, o caso recente das crianças com a forma mais grave de atrofia muscular espinhal, como a bebé Matilde, que serão tratadas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) com acesso a um medicamento inovador é um dos exemplos de que não há barreiras à inovação por restrições financeiras.

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Editorial | Gil Correia
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