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Pulido Valente: OM condena “rota de desmantelamento" seguida pela ministra
DATA
18/06/2019 11:28:02
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Pulido Valente: OM condena “rota de desmantelamento" seguida pela ministra

A Ordem dos Médicos exige que a ministra da Saúde dê explicações sobre a falta de anestesistas ao fim de semana no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, e vê neste exemplo o “caminho de desmantelamento” seguido por Marta Temido.

“É mais um exemplo do caminho de desmantelamento seguido pela ministra da Saúde, com o objetivo de fechar esta unidade hospitalar integrada no Centro Hospitalar Lisboa Norte, de que faz também parte o Hospital de Santa Maria”, indica o bastonário da OM, Miguel Guimarães, numa nota que fez chegar às redações, com o título “Não vamos deixar a ministra fechar o Pulido Valente”.

Para a OM, a falta de anestesiologistas em presença física no Pulido Valente, pelo menos no fim de semana passado, “fragiliza a resposta à população da zona de Lisboa” e torna o Serviço Nacional de Saúde (SNS) “incapaz de responder ao seu desígnio de universalidade e equidade”.

A reação da Ordem surge depois de uma notícia da agência Lusa no sábado que deu conta de que médicos do Pulido Valente foram surpreendidos com a falta de anestesistas com presença física na unidade hospitalar, tendo manifestado a sua preocupação.

“A decisão, já de si condenável na sua essência, é substancialmente agravada ao não ser devidamente comunicada aos médicos das restantes especialidades que estavam de serviço e que desconheciam que não havia um anestesiologista escalado, pelo que em caso de urgência a resposta aos doentes poderia ter sido comprometida”, alerta o bastonário. Miguel Guimarães pede uma “explicação cabal da ministra da Saúde e da administração do Centro Hospitalar”.

Num comunicado divulgado no domingo, o Centro Hospitalar indicava que estava um anestesista de prevenção a menos de 30 minutos do hospital. Mas, para a Ordem isso não é suficiente e “não é compatível com os tempos de resposta e a diferenciação dos casos acompanhados no Pulido Valente”.

“Pela falta de anúncio desta decisão aos médicos do hospital é fácil de perceber a má política de gestão de recursos humanos que é feita na instituição”, critica.

No comunicado hoje divulgado, o bastonário da OM refere que quer também saber o que tem sido feito para atrair mais profissionais da especialidade de anestesiologia e para manter os atuais quadros.

Depois do caso da falta de anestesistas no Pulido Valente ter sido tornado público, 12 médicos dirigentes de serviços e unidades do hospital enviaram uma carta ao diretor clínico exigindo esclarecimentos.

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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