Associação do Sono alerta que portugueses estão a dormir pouco e mal
DATA
15/02/2019 17:02:55
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Jornal Médico
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Associação do Sono alerta que portugueses estão a dormir pouco e mal

Os portugueses estão a descansar poucas horas, dormindo em média menos de seis horas diárias, com reflexos negativos na vida ativa e social, disse hoje o presidente da Associação Portuguesa do Sono (APS), Joaquim Moita.

Em declarações à agência Lusa, o médico do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) referiu que a sociedade portuguesa e europeia "dão pouca importância ao sono, dando mais importância ao trabalho e ao lazer".

"As pessoas dormem pouco e mal em Portugal", sublinhou o especialista, que dirige também o Centro de Medicina do Sono do CHUC, frisando que esta situação provoca problemas de saúde cognitiva e física.

A APS vai assinalar o dia mundial do Sono em Coimbra, no dia 15 de março, com uma mesa redonda sobre a presença e representação do sono nos Livros das Grandes Religiões Proféticas (Cristianismo, Judaísmo e Islamismo), em que participam um estudioso, um crente, um líder religioso, um médico e uma cientista.

Tendo em conta a efemêride, a APS e o Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra estão, também a promover um concurso de desenho, tendo como mote o lema "Dormir bem, envelhecer melhor".

O concurso destina-se a todas as crianças e jovens que se encontrem a frequentar escolas dos 1.º, 2.º, 3.º ciclos e ensino secundário, em estabelecimentos de ensino público, particular e cooperativo, incluindo escolas profissionais, públicas e privadas localizadas em Portugal.

Esta iniciativa pretende dar a conhecer as condições para um bom sono, sensibilizar as crianças e os jovens para a importância e para o respeito do sono, mobilizar as escolas para ações nesta área e promover e valorizar a criatividade.

As imagens devem ter como material de referência a brochura "Higiene do Sono na Criança e Adolescente", produzida pela APS e Sociedade Portuguesa de Pediatria.

A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
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Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

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