Espondilite Anquilosante rouba, em média, 110 dias de trabalho por ano
DATA
15/02/2019 11:22:10
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Jornal Médico
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Espondilite Anquilosante rouba, em média, 110 dias de trabalho por ano

Uma pessoa com Espondilite Anquilosante (EA) perde em média 110 dias de trabalho por ano devido a baixas, dispensas médicas ou falta de produtividade.

A informação é do estudo arEA – avaliação de Resultados em Espondilite Anquilosante, realizado pela Nova IMS, que demonstrou o elevado impacto económico da EA para os doentes, o sistema de saúde e o país. Os resultados serão apresentados e discutidos na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, dia 19 de fevereiro, às 09:30h.

arEA é um projeto da Nova IMS e da Novartis, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Reumatologia, Liga Portuguesa contra as Doenças Reumáticas e Associação Nacional de Espondilite Anquilosante, teve como objetivo perceber o impacto da EA na vida dos doentes e averiguar a perceção e resposta dos cuidados primários no diagnóstico e referência atempada dos doentes para a especialidade. Os resultados vão ser apresentados na conferência Doença Crónica – Saúde, Trabalho e Sociedade, da Nova IMS, Novartis em colaboração com o Expresso.

Segundo comunicado enviado ao nosso jornal, o encontro pretende analisar e encontrar soluções para a realidade revelada pelo estudo. Assim, Manuel Villa Verde Cabral fará uma análise macro sobre o impacto da doença na sociedade e à apresentação dos resultados pelo coordenador do estudo, Pedro Simões Coelho segue-se um debate com representantes dos médicos, dos doentes, e dos gestores hospitalares. Por fim, as soluções e medidas a implementar serão debatidas por um painel constituído por Luís Miranda, presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia, Miguel Guimarães, Bastonário da Ordem dos Médicos, Óscar Gaspar da Vice-Presidente da CIP; Isabel Galriça Neto do CDS-PP e Rui Cernadas, ex-Presidente da ARS Norte.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.