ENSP e Sandoz promoveram debate sobre benefícios dos biossimilares
DATA
25/01/2019 16:04:27
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Jornal Médico
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ENSP e Sandoz promoveram debate sobre benefícios dos biossimilares

A inovação na área dos medicamentos biológicos e as mais-valias dos biossimilares mereceram destaque num debate organizado pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) e pela Sandoz, que decorreu hoje no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Uma iniciativa que teve por objetivo esclarecer as dúvidas que persistem sobre os biossimilares e debater os benefícios da utilização destes medicamentos.

O que são os biossimilares; o que ainda não se sabe; a visão europeia desta tecnologia; e o impacto económico destes medicamentos foram alguns dos temas debatidos pela voz de especialistas nacionais e internacionais do setor.

Durante o evento foi apresentado o livro “Medicamentos Biossimilares – O estado da arte”, que pretende dar resposta a diversas questões e elucidar os profissionais de saúde sobre o impacto da utilização destes fármacos. Com a coordenação do professor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL) , João Gonçalves, e prefácio do antigo ministro da Saúde e ex-diretor da ENSP, António Correia de Campos, a obra alerta para as inúmeras vantagens destes fármacos e para o impacto significativo da utilização dos mesmos nas contas do Estado.

De acordo com João Gonçalves, “os biossimilares custam, em média, menos 20 a 30% que os medicamentos de referência. Apesar da sua eficácia comprovada, continuam a ser pouco utilizados em Portugal”. Diz o professor da FFUL que “as vendas globais destes medicamentos são ainda escassas, porque não tem sido aproveitada a vantagem do seu baixo custo na redução da despesa pública. Para além disso, estes medicamentos facilitam o acesso a tecnologia biológica de qualidade no tratamento de diversas patologias em populações com recursos limitados”.

A saber: o desenvolvimento de um medicamento biossimilar implica um investimento mínimo de 200 milhões de euros, valor muito inferior ao biológico original, que custa em média mais de mil milhões de euros.

“Quando olhamos para a inovação dos medicamentos atuais, verificamos que muitos deles estão a evoluir de uma forma extraordinária em termos de eficácia, como é o caso do cancro. O problema é que essa eficácia acarreta custos dificilmente acomodáveis pelo Orçamento do Estado. E é aqui que entram os biossimilares, uma vez que são medicamentos que induzem a poupanças significativas de custos, permitindo, dessa forma, a aquisição de medicamentos inovadores para satisfazer necessidades de saúde”, reforça o também investigador da Unidade de Microbiologia e Biotecnologia Molecular do Research Institute of Medicines (iMed).

Os biossimilares são moléculas de elevado peso molecular, com elevada complexidade e produzidas em células ou organismos transgénicos, ao contrário dos medicamentos químicos, que são produtos farmacêuticos derivados de pequenas moléculas, geralmente estruturas simples de baixo peso molecular, sintetizados por métodos químicos.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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