CHLN: Diretores de serviço preocupados com mudança de administração
DATA
21/01/2019 10:47:24
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Jornal Médico
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CHLN: Diretores de serviço preocupados com mudança de administração

Diretores de departamento e de serviço do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN) escreveram à ministra da Saúde a manifestar "profunda preocupação" com a não recondução do presidente da administração da instituição.

"Não podemos deixar de, coletivamente, estranhar que seja interrompido o trabalho de uma administração que sempre contou com o apoio da esmagadora maioria das chefias”, referem os mais de 20 responsáveis que assinaram o documento enviado a Marta Temido, ao qual a agência Lusa teve acesso.

Carlos Martins, até agora presidente da administração do CHLN, que integra os hospitais Santa Maria e Pulido Valente, revelou na quinta-feira que não vai continuar à frente da instituição, depois de o mandato ter terminado no fim de 2018.

Entre os subscritores da carta está Fausto Pinto, diretor da faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e também diretor de departamento clínico.

Os responsáveis do CHLN consideram a decisão inesperada e mostram-se preocupados com o futuro, sobretudo em relação a vários projetos em curso.

O diretor do departamento de especialidades cirúrgicas e um dos subscritores da carta, Jacinto Monteiro, disse que responsáveis de nove dos dez departamentos clínicos do CHLN assinaram a carta, adiantando que "a primeira reação foi de perplexidade".

"Porquê esta mudança? O trabalho feito pelo Dr. Carlos Martins foi um trabalho que pode ser escrutinado e podem comparar-se resultados entre Santa Maria e o Garcia de Horta, por exemplo. É o maior hospital do país e não se compadece com dirigentes de segunda ou de terceira", afirmou, destacando ainda o "bom equilíbrio financeiro" durante os últimos anos e a "ótima interação entre os profissionais".

Na carta, os dirigentes do CHLN referem não ver "nenhuma razão substantiva para mudar um rumo que vinha a ser traçado em consonância com as chefias médicas".

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.