Ministra: Reivindicações dos enfermeiros custariam mais de 500 ME
DATA
17/01/2019 16:27:04
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Jornal Médico
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Ministra: Reivindicações dos enfermeiros custariam mais de 500 ME

A ministra da Saúde, Marta Temido, revelou que as reivindicações dos enfermeiros, caso fossem todas atendidas, custariam mais de 500 milhões de euros (ME) em efeitos remuneratórios.

"O caminho que nós já andamos é um caminho que importa 200 milhões de euros só para esta profissão. O caminho que agora nos pedem vai para além dos 500 milhões de euros em termos de efeito remuneratório se todas as reivindicações fossem atendidas", contabilizou a ministra da Saúde, acrescentando que “não é possível fazê-lo todo”

De acordo com Marta Temido, não é possível atender a todas as reivindicações “por várias razões”, a primeira das quais diz respeito ao facto de a primeira obrigação de quem governa ser “com a satisfação das necessidades dos cidadãos”.

"A ministra da Saúde e o Governo não são nem ministra da Saúde dos profissionais de Saúde nem Governo apenas das reivindicações profissionais, têm que em primeira mão satisfazer o interesse público", concretizou.

A necessidade de "garantir equidade entre o tratamento das várias profissões e sustentabilidade a longo prazo" são as outras razões apontadas por Marta Temido.

"Não podemos fazer escolhas que ultrapassem essas balizas. Dentro destas balizas, muita disponibilidade para continuar a conversar, para nos aproximarmos, para fazer aquilo que os portugueses esperam de nós", acrescentou.

Questionada sobre as reuniões de hoje de manhã, a ministra da Saúde escusou-se a falar do "conteúdo específico" das mesmas uma vez que para a tarde estão marcadas outras.

"Só no final do dia poderemos dar nota sobre qual é a conclusão do posicionamento sobre estes temas", remeteu.

Para Marta Temido, esta questão com os enfermeiros "não se trata de um braço de ferro, trata-se de um caminho que vem sendo prosseguido com grande esforço por parte do Governo no sentido de construir pontes mesmo quando, às vezes, elas se afiguraram difíceis".

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.