Ministra: Hospital de Braga poderá voltar à esfera do SNS
DATA
12/12/2018 17:49:48
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Jornal Médico
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Ministra: Hospital de Braga poderá voltar à esfera do SNS

O Hospital de Braga poderá voltar para a esfera do Serviço Nacional de Saúde (SNS) por “indisponibilidade definitiva” do gestor privado em prolongar o atual contrato de gestão público-privado, quem o diz é a ministra da Saúde.

“O contrato atual do Hospital de Braga termina em agosto de 2019 e o parceiro público suscitou ao parceiro privado a possibilidade, na pendência da organização do processo de um novo concurso para uma nova PPP [parceria público-privada], se prolongar o atual contrato”, disse Marta Temido aos jornalistas no final de uma audição na comissão parlamentar de Saúde que se prolongou por mais de seis horas.

Contudo, “tanto quanto é do conhecimento, houve já uma indisponibilidade definitiva do parceiro privado para continuar a operar”, explicou.

“É uma situação que implica da nossa parte um conjunto de previdências porque estaremos, porventura, perante uma situação do tipo da que aconteceu no Centro de Reabilitação do Norte, com alguns aspetos diferentes, e que levará ao regresso do Hospital de Braga à esfera da gestão pública”, frisou.

Segundo Marta Temido, trata-se de uma matéria muito complexa “face àquilo que envolve o Hospital de Braga” sobre a qual se tem que “trabalhar com maior cuidado”, com a Administração Regional de Saúde do Norte, como o gestor de contrato e com uma nova equipa de gestão.

Uma vez que até não houve um novo concurso, o governo tem de encontrar uma de duas soluções: “ou o regresso à esfera pública ou a continuação em condições excecionais do atual modelo de gestão”, defendeu a ministra, indicando, contudo, que “não tem havido manifestação de disponibilidade da parte do parceiro privado”.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.