CIP defende orçamento plurianual para o SNS
DATA
26/11/2018 10:39:30
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



CIP defende orçamento plurianual para o SNS

O Conselho Estratégico Nacional da Saúde (CENS) da CIP defende um reforço de verbas e criação de um orçamento plurianual para o SNS, com base nas conclusões de um estudo da OCDE.

Recentemente, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) publicou o seu estudo anual “Health at a Glance”, onde dá conta da situação atual do Serviço Nacional de Saúde (SNS), sugerindo medidas para promover a sustentabilidade e a obtenção de ganhos em saúde.

De acordo com o estudo da OCDE, Portugal continua a ter uma despesa em Saúde muito menor do que a média europeia. A despesa per capita fica 25% abaixo da despesa média registada na Europa e no caso da despesa pública em saúde a discrepância ainda é maior.

Por outro lado, o esforço financeiro que as famílias fazem (out-of-pocket) para ter acesso à saúde é muito maior do que acontece na média dos países europeus. Em contrapartida, em Portugal a percentagem das pessoas em situação de boa saúde é muito inferior à da média da União Europeia (UE).

O estudo lembra, ainda, que nas próximas décadas, e por efeito da demografia, Portugal e Malta serão os países da UE com maiores necessidades em termos de despesas em Saúde.

Estas conclusões reforçam os argumentos em favor das propostas que o CENS tem feito, nomeadamente para que se olhe para a Saúde como uma prioridade nacional, com caráter estratégico e como vetor de desenvolvimento do país.

De acordo com o CENS da CIP, “Portugal deve avançar para a criação de um orçamento plurianual para o SNS, com a definição de plafonds suficientes para a prestação dos cuidados de saúde adequados e também para a prevenção e o investimento”.

A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

Mais lidas