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CINTESIS cria aplicação para ajudar doentes com cancro
DATA
23/11/2018 11:09:01
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CINTESIS cria aplicação para ajudar doentes com cancro

O CINTESIS - Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, no Porto, está a desenvolver uma aplicação para “ajudar doentes oncológicos a lidar com a doença e os seus sintomas”.

De acordo com a investigadora responsável pelo projeto e professora na Escola Superior de Enfermagem do Porto, Célia Santos, o “iGestSaúde” surgiu após a verificação de uma “grande lacuna” relacionada com a “falta de apoio e gestão” do dia a dia dos doentes oncológicos e crónicos.

“Este projeto não pretende substituir os médicos e enfermeiros, mas a verdade é que as pessoas em casa é que se defrontam com as dificuldades e com as dúvidas, o que as leva, muitas das vezes, a recorrer aos hospitais e aos médicos, por vezes, quase sem necessidade, porque são aspetos muito fáceis de contornar”, sublinhou.

O projeto “iGestSaúde”, que será hoje distinguido com a Bolsa Celgene 2018 de Incentivo às Iniciativas Centradas na Pessoa com Doença, no valor de dez mil euros, pretende “complementar o trabalho dos profissionais de saúde” e capacitar os doentes de competências que lhes permita “gerir a sua doença e cuidar da sua saúde”.

“Esta é uma questão muito particular, porque durante a primeira consulta o enfermeiro explica os sintomas, mas o doente está a receber demasiada informação e quando chega a casa fica desorientado, e muitas das vezes, acaba por suportar os sintomas. Depois, quando vai a uma segunda consulta para fazer um novo tratamento, tem níveis sanguíneos e níveis de imunidade completamente descontrolados que não lhe permitem fazer o tratamento”, esclareceu Célia Santos.

A equipa responsável pelo projeto, que se encontra em fase piloto no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, prevê que a aplicação fique disponível já no próximo ano.

“Inicialmente vamos recolher dados sobre as características pessoais, de personalidade, auto eficácia e bem-estar. Depois, vamos acompanhar a pessoa entre os tratamentos e ver como reage, para depois darmos as orientações através da aplicação. Paralelamente a isso, vamos avaliar a medicação e criar um alerta para a pessoa tomar o medicamento”, explicou a investigadora do CINTESIS.

A aplicação irá dividir-se de acordo com “três níveis de gravidade”: verde, que corresponde a questões de cariz preventivo como a perda de cabelo, amarelo para orientações relacionadas com o tratamento e vermelho, no qual é criado “um alerta para que a pessoa tenha uma consulta no hospital ou com o seu médico o quanto antes”.

“Estes dados são importantes para a investigação, mas também tem um potencial em termos clínicos, na medida em que ajudam a pessoa a desenvolverem cuidados de saúde”, acrescentou Célia Santos.

A cerimónia de entrega da Bolsa Celgene 2018 de Incentivo às Iniciativas Centradas na Pessoa com Doença decorre, hoje, na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), durante o 7.º Congresso Internacional dos Hospitais.

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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