ERS: Consultas de Cardiologia com mais de um ano de espera no CHLO
DATA
10/09/2018 15:34:51
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Jornal Médico
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ERS: Consultas de Cardiologia com mais de um ano de espera no CHLO

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) detetou problemas no acesso a consultas de Cardiologia no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO), tendo verificado que existem utentes a esperar mais de um ano por consultas de seguimento.

No seguimento de uma reclamação apresentada em setembro em 2017, a ERS detetou outras queixas relativas à dificuldade de acesso a consultas de Cardiologia no CHLO, que integra os Hospitais São Francisco Xavier, Santa Cruz e Egas Moniz.

“Os utentes aguardaram mais de um ano pelas consultas de seguimento de que necessitavam, o que se revela manifestamente incongruente com a necessidade de prestação tempestiva de cuidados de saúde”, refere uma deliberação do regulador que foi hoje tornada pública.

A situação que motivou a abertura de um processo de avaliação por parte da ERS foi a “sucessiva desmarcação de uma consulta de seguimento da especialidade de cardiologia a uma utente, que veio a falecer no serviço de medicina interna do CHLO, por aparente quadro de insuficiência cardíaca”.

O regulador dá conta de outras cinco reclamações de doentes que esperaram mais de um ano por consulta de seguimento de Cardiologia. Das cinco queixas, os utentes esperaram entre 596 e 791 dias por nova consulta.

De acordo com a deliberação da ERS, o próprio hospital reconhece que a redução do seu quadro médico ao longo dos últimos anos “pode, em determinados períodos do ano, comprometer a assistência médica programada nas suas atividades de rotina da consulta externa de Cardiologia e de realização de exames”.

Contudo, para o regulador, o hospital tem de “garantir de forma cabal o acesso, em tempo útil” à prestação continuada de cuidados.

Desta forma, a ERS emitiu uma instrução ao CHLO para “garantir, em permanência” que “são respeitados os direitos e interesses legítimos dos utentes, nomeadamente, o direito aos cuidados adequados e tecnicamente mais corretos”, que devem ser prestados “com prontidão e num período de tempo clinicamente aceitável”.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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