Fisioterapeuta lança projeto-piloto para promover saúde da coluna
DATA
03/09/2018 17:35:11
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Jornal Médico
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Fisioterapeuta lança projeto-piloto para promover saúde da coluna

Uma fisioterapeuta do Instituto Piaget de Silves, no Algarve, criou um projeto-piloto para sensibilizar escolas e famílias a adotarem medidas que previnam o aparecimento de dores nas costas e distúrbios ósseos e articulares.

A adoção de posturas incorretas, quer em casa quer nas salas de aula, o peso das mochilas e a inadequação do mobiliário escolar ao tamanho dos alunos são alguns dos fatores que favorecem o desenvolvimento de distúrbios osteomiarticulares, explicou a mentora do projeto “Costas Saudáveis”, Beatriz Minghelli, citada pela agência Lusa.

Numa fase inicial, o programa, iniciado este ano na Escola Superior de Saúde Jean Piaget do Algarve, avaliou alunos de 12 turmas dos 5.º e 7.º anos de uma escola em Silves, com idades entre os 10 e os 13 anos, através de testes práticos sobre questões ergonómicas, um teste teórico e a avaliação do peso das mochilas.

Destes, foram escolhidas seis turmas para integrarem num grupo experimental, ao qual a fisioterapeuta ministrou sessões informativas e com uma vertente prática, nas quais explicou a diferença entre os comportamentos corretos e errados, alertando para a importância de adotar mais cuidados com a coluna vertebral.

Beatriz Minghelli observou vários problemas no grupo experimental, nomeadamente o facto de muitos alunos escreverem praticamente deitados sobre as secretárias, além da desadequação do mobiliário escolar ao seu tamanho.

"As medidas para resolver o problema podem passar por colocar caixas de madeira debaixo dos pés dos mais pequenos, para dar apoio, à imagem dos que existem nos cinemas, e ajustar as mesas ao tamanho dos alunos", referiu.

Para travar este problema, a fisioterapeuta defende que as aulas passem a realizar-se sempre na mesma sala de aula, de forma a que cada aluno possa ter um lugar fixo e adequado ao seu tamanho.

O diretor do Instituto Piaget de Silves, Nelson Sousa, considerou que se tratam de medidas de prevenção que podem evitar que um adulto venha a sofrer de distúrbios músculo esqueléticos, uma das principais causas do absentismo laboral.

Segundo a fisioterapeuta, o problema assume maior gravidade durante a infância e adolescência, altura em que a estrutura óssea se desenvolve, podendo originar doenças ortopédicas e reumatológicas.

Já em 2014, Beatriz Minghelli publicou um estudo realizado em alguns concelhos do Algarve, que concluiu que 60% dos alunos tinham dores nas costas, o que indica a presença de lombalgia em algum momento da sua vida.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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