Concurso: 117 vagas médicas ficaram por preencher
DATA
08/08/2018 10:30:40
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS




Concurso: 117 vagas médicas ficaram por preencher

O concurso para a entrada de médicos recém-especialistas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) ficou com 117 das 1.234 vagas por preencher. A Ordem dos Médicos (OM) sublinhou que o número de candidatos foi mais alto do que é habitual.

“Este concurso abriu mais vagas do que os potenciais candidatos. Numa análise que é ainda superficial, a percentagem de candidatos recém-especialistas deste concurso é mais alta do que o habitual. Isto mostra que quanto mais cedo abrem os concursos, maior é a percentagem de ocupação de vagas”, afirmou o bastonário da OM, Miguel Guimarães.

De acordo com a notícia avançada hoje pelo jornal Público, das 1.234 vagas, concorreram 1.117 médicos, ficando por preencher 117 vagas (menos de 10%).

Para Miguel Guimarães, este concurso “terá sido um daqueles em que mais recém-especialistas concorreram”, indicando que houve até várias especialidades com mais candidatos do que vagas abertas.

Recorde-se que o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, explicou que abriu entre “10% a 15% de vagas acima dos médicos que terminaram o internato”, com o objetivo de tentar captar médicos de fora do SNS.

Em relação a este objetivo, o bastonário acredita que poderá ter falhado, mas indica que é necessário aguardar por dados mais concretos do Ministério da Saúde.

Note-se que das 1.234 vagas, 378 eram para Medicina Geral e Familiar e 856 para áreas de especialidade Hospitalar e para Saúde Pública.

Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve

É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.