ARSC garante que rastreio do cancro do cólon e reto não está parado
DATA
31/07/2018 15:10:06
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Jornal Médico
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ARSC garante que rastreio do cancro do cólon e reto não está parado

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) contrariou as afirmações do presidente da Europacolon Portugal, garantindo que o rastreio do cancro do cólon e reto não está parado.

"A ARSC não está em projeto-piloto, está a trabalhar neste rastreio de forma estruturada e planeada desde 2009, com as dificuldades próprias de uma atividade desta envergadura", refere o organismo, em comunicado enviado à agência Lusa.

O presidente da Europacolon, Vítor Neves, revelou que, a nível nacional, os doentes referenciados após o resultado positivo na pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF) aguardam, em média, cinco meses por uma colonoscopia, quando o “ideal é três semanas”, tendo, ainda, revelado que a ARSC “tem o rastreio parado”.

"A parte mais grave é que as colonoscopias necessárias, de quem tem positividade de sangue oculto nas fezes, não estão a ser conseguidas no prazo mínimo expectável, que seriam de três a quatro semanas. As reclamações de pacientes é que colonoscopias estão a demorar meses a serem marcadas, o que contraria a filosofia do rastreio e da sobrevivência das pessoas, que precisam de confirmar se é uma doença oncológica", denunciou.

De acordo com a ARSC, o programa de rastreio está a decorrer em mais de 50 centros de saúde da região, sendo que, atualmente, a adesão da população é na ordem dos 60%, "percentagem muito satisfatória e com possibilidade de crescimento".

Na região Centro, "os hospitais públicos que estão a colaborar com a ARS no âmbito do rastreio são o Hospital S. Teotónio (Viseu), o Hospital St. André (Leiria), o Hospital da Figueira da Foz e o IPO Coimbra”.

"De uma maneira geral, a resposta tem sido muito rápida (chegando a cerca de 15 dias de intervalo entre a PSOF Positiva e a chamada para a colonoscopia). Pontualmente, e conjunturalmente, pode haver uma demora superior, mas os serviços hospitalares, uma vez detetada a falha, tudo fazem para a resolver", frisa o comunicado.

A nota salienta ainda que, em relação ao IPO, os utentes são chamados para uma consulta prévia e todos os exames preparatórios da colonoscopia (com sedação) já são realizados a nível hospitalar.

A ARSC está "a diligenciar no sentido de, até final de 2018, alargar o programa [de rastreio] a toda a região, estando, para esse efeito, a dotar as unidades funcionais dos agrupamentos de centros de saúde (ACeS) das condições logísticas necessárias, bem como a realizar formação aos profissionais dos cuidados de saúde primários".

"Outro aspeto relevante tem a ver com a alocação do sistema informático dedicado nos hospitais aderentes, bem como a ligação entre sistemas informáticos que permitem fazer a gestão, monitorização e avaliação do programa em termos de produtividade, tempos de espera e resultados", que está em processo de aquisição, refere a ARSC.

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Editorial | Jornal Médico
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