Hospitais de Lisboa e Vale do Tejo têm de aumentar número de camas até setembro
DATA
29/03/2018 10:44:05
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS

Hospitais de Lisboa e Vale do Tejo têm de aumentar número de camas até setembro

Os hospitais da Região de Lisboa e Vale do Tejo devem aumentar, até setembro, o número de camas para doentes agudos para 8.149, determina hoje uma portaria sobre a reestruturação da Rede de Cuidados de Saúde.

No final de 2017, existiam 7.871 camas de agudos nos hospitais da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), ou seja, mais 157 do que no final de 2015, ainda assim abaixo do valor verificado em 2011, adianta a portaria hoje publicada de madrugada em Diário da República.

Segundo o diploma, a ARSLVT deve “promover o ajustamento das lotações dos hospitais e centros hospitalares da respetiva região, aumentando a capacidade de resposta na Medicina Interna, sem comprometer a disponibilidade ao nível das especialidades cirúrgicas, atento o objetivo de cumprimento dos tempos máximos de resposta garantidos”.

Com estes reajustamentos, o número de camas deve aumentar para 8.404, segundo a portaria.

A ARSLVT deve também avaliar o potencial de melhoria do desempenho dos hospitais no internamento, nomeadamente as taxas de ocupação, a demora média, os internamentos superiores a 30 dias, os reinternamentos e as referenciações para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrado (RNCCI), tendo “em atenção o benchmarking internacional, nacional e regional, elaborando, no prazo de três meses, orientações para a adoção de planos de melhoria contínua nos hospitais e centros hospitalares”.

“Mais recentemente vem-se acentuando a tendência para se agravar a dificuldade em dar alta aos doentes internados (sobretudo os mais idosos) em hospitais e em camas integrantes da RNCCI, facto que, aliado ao aumento de procura dos serviços de urgência, tem resultado em aumento das taxas de ocupação”, salienta o documento.

Esta realidade tem efeitos significativos sobre o número de camas disponíveis em serviços como os de Medicina Interna: “em 2017 havia, em todos os hospitais da ARSLVT, 1.580 camas de Medicina Interna que representavam 20% da lotação total de hospitais da região”.

A ARSLVT deve também elaborar até setembro, em conjunto com os hospitais, um “plano de medidas concretas e quantificadas” que contribua para a criação de, pelo menos, seis centros de responsabilidade integrados.

Este plano deve contribuir para “melhorar a eficácia e a eficiência da resposta às situações de urgência e emergência, introduzindo iniciativas que permitam redirecionar os utentes para os cuidados programados e de proximidade” e para “alargar o número de iniciativas que integram o projeto SNS + Proximidade, nomeadamente as respostas no domicílio e na comunidade”.

Deve também consolidar os processos de afiliação e de trabalho em rede colaborativa das entidades do Serviço Nacional de Saúde na região, centrando a organização dos cuidados nas necessidades das pessoas e promovendo a cooperação entre estas entidades.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

Mais lidas