Perto de 150 mil registos em 10 anos de Reuma.pt
DATA
19/02/2018 16:59:03
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Jornal Médico
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Perto de 150 mil registos em 10 anos de Reuma.pt

A plataforma Reuma.pt comemora dez anos de existência, contando com aproximadamente 150 mil registos, sendo uma “ferramenta indispensável na avaliação” dos doentes reumáticos, de acordo com a Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR).

“Os registos são instrumentos fundamentais para assegurar a adequada utilização clínica, a avaliação pós-comercialização de fármacos, a sua eficácia e segurança, contribuindo para a otimização do risco-benefício de fármacos. O Reuma.pt constitui um recurso fundamental para o desenvolvimento da investigação clínica em reumatologia e da melhoria dos cuidados prestados aos doentes reumáticos”, indicou a SPR em comunicado.

Para assinalar esta data, será realizada uma cerimónia no próximo dia 22, na Fundação Calouste Gulbenkian, que contará com a presença de especialistas e com a realização de dois painéis onde será discutida a relação com a indústria farmacêutica e a farmacovigilância, assim como o papel do doente e a importância da inovação na era digital.

“Posta em prática em 2008, esta base de dados nasceu como resposta à exigência cada vez maior de qualidade no seguimento e monitorização de doentes reumáticos, cujo objetivo final é registar de forma prospetiva os doentes reumáticos tratados com terapêuticas biotecnológicas e outras terapêuticas e segui-los de modo a poder determinar a eficácia e a segurança da terapêutica e as comorbilidades associadas às doenças reumáticas a longo prazo”, pode ler-se na nota.

“Ao longo dos anos, este projeto tem crescido de forma acentuada e, atualmente, conta já com cerca de 150 mil registos e 83 centros clínicos”, sublinhou a SPR, acrescentando que se trata de “um importante instrumento na prática clínica, uma vez que permite o acesso em qualquer ponto do país, facilitando a comunicação entre profissionais de saúde, e acesso a dados reais podendo assim potenciar a investigação clínica e a gestão em saúde”.

Simultaneamente, permite “estudar assimetrias e, deste modo, procurar corresponder às necessidades com vista a uma melhor distribuição dos centros da especialidade em Portugal”. Outra mais valia é o facto de ser o doente a complementar o registo, ficando, assim, com uma melhor noção do seu estado de saúde.

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Editorial | Conceição Outeirinho
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