Produtos químicos usados no dia a dia podem provocar aumento de peso
DATA
14/02/2018 14:51:01
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Jornal Médico
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Produtos químicos usados no dia a dia podem provocar aumento de peso

Alguns produtos químicos usados em embalagens de alimentos, em frigideiras antiaderentes e em roupas interferem com o metabolismo e provocam aumento de peso, sobretudo nas mulheres, relata um estudo norte-americano.

Conhecidas como substâncias polifluoralquil e perfluoralquil – ou PFAS – estas foram anteriormente associadas a situações oncológicas, alterações hormonais, disfunção imunológica e colesterol elevado.

“Pela primeira vez, os nossos resultados descobriram um novo caminho pelo qual as PFAS podem interferir com a regulação da massa corporal em seres humanos e, assim, contribuir para a epidemia de obesidade”, revela o autor principal do estudo e professor do departamento de Nutrição da Universidade de Harvard, Qi Sun.

Os investigadores descobriram que as PFAS estão vinculadas a um ritmo metabólico mais lento em momentos de repouso, assim, pessoas com altos níveis de PFAS no sangue também apresentaram um metabolismo mais lento durante o processo de perda de peso.

O estudo, publicado na revista PLOS Medicine e realizado na década de 2000, analisou os efeitos de quatro dietas ao longo de um período de dois anos, sendo que os níveis de perda de peso e PFAS no sangue foram medidos em 621 pessoas obesas ou com sobrepeso.

Em média, os participantes perderam 6,4 quilos nos primeiros seis meses, mas ganharam 2,7 quilos nos 18 meses seguintes. Aqueles que ganharam mais peso apresentavam as maiores concentrações de PFAS no sangue, “um vínculo mais forte entre as mulheres", segundo o estudo.

As PFAS estão presentes no ambiente há 60 anos, tendo contaminado a água potável perto de locais industriais, bases militares ou unidades de tratamento de água.

“Os resultados sugerem que limitar ou evitar a exposição a PFAS pode ajudar as pessoas a manter uma massa corporal estável após a perda de peso, especialmente para as mulheres”, diz o investigador de Harvard e coautor do estudo, Philippe Grandjean.

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Editorial | Jornal Médico
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