OM cria fundo nacional de apoio à formação médica
DATA
24/01/2018 11:48:43
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Jornal Médico
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OM cria fundo nacional de apoio à formação médica

A Ordem dos Médicos (OM) criou um fundo nacional de apoio à formação médica, com uma dotação inicial de cerca de 200 mil euros, para ajudar os clínicos a atualizar os seus conhecimentos.

“O fundo de apoio à formação é absolutamente essencial para os médicos. A formação médica é muito cara. Há cada vez menos apoio da indústria farmacêutica e o Estado ausentou-se completamente desta sua responsabilidade”, afirmou o bastonário da Ordem dos Médicos.

Miguel Guimarães entende que as remunerações dos médicos são muitas vezes insuficientes para pagar a formação médica contínua, que é cara e que tem cada vez menos apoios.

O fundo começou com uma verba de 210 mil euros, que Miguel Guimarães classifica como “relativamente pequena”, mas vai funcionar como o já existente fundo de solidariedade, de forma independente, com uma comissão executiva própria e com um regulamento nacional.

O objetivo é ajudar os médicos com necessidades de formação, uma intenção que o bastonário tem defendido ao longo do primeiro ano do seu mandato.

Miguel Guimarães tem defendido a necessidade de formação contínua para os médicos e já tinha anteriormente anunciado que a OM estava a estudar uma forma de implementar bolsas e ferramentas de apoio à formação médica.

No programa da sua candidatura a bastonário, cujas eleições ocorreram há um ano, o incentivo à formação médica contínua constava como uma das medidas, bem como a demonstração regular de competências e conhecimentos médicos, sem necessidade de prestação de mais avaliações ou provas públicas.

Uma “bolsa de apoio à formação dos jovens médicos para participação em cursos de elevado valor científico e diferenciação (…) ou para apresentação de trabalhos científicos em congressos nacionais ou internacionais” era outra das medidas apresentada na carta de compromissos do atual bastonário.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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