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Rui Reininho: “Fui tentando tratamentos sucessivos desde 1990. Eram tratamentos violentíssimos”
DATA
28/07/2017 15:36:54
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Rui Reininho: “Fui tentando tratamentos sucessivos desde 1990. Eram tratamentos violentíssimos”

O cantor Rui Reininho, vocalista da banda portuguesa GNR, marcou presença na cerimónia de apresentação do relatório e programa para a área das hepatites virais, onde confessou ter capitulado muitas vezes perante o diagnóstico de hepatite c, pensando várias vezes em acabar com a vida em virtude da dureza dos tratamentos “violentíssimos” que efetuou, enaltecendo a terapia atual que, sem sofrimento, destruiu o vírus.

 

“Fui tentando tratamentos sucessivos desde 1990. Eram tratamentos violentíssimos”, disse o cantor, confessando que o desânimo era tal que várias vezes pensou em “acabar com a vida”.

Apesar da luta que travou contra a hepatite C, Reininho continuou a cantar e a reunir milhares de fãs nos seus espetáculos, levando alguns amigos a questionarem-se como o conseguia fazer, passando por tratamentos tão violentos.

Na altura, “as hipóteses de cura eram muito reduzidas”, afirmou, alertando para o estigma que rodeava a infeção.

O músico soube dos medicamentos inovadores, que chegaram a Portugal em 2014, embora ainda não estivessem acessíveis aos doentes, exceto mediante uma autorização especial, e foi nessa altura que pensou em emigrar para os obter mais baratos.

“No Egipto o tratamento ficava por 700 dólares”, disse, quando em Portugal o preço por tratamento começou por custar ao Estado 50 mil euros.

Esperou dois anos e assim que, mediante acordo entre o governo e os laboratórios, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) passou a disponibilizar o tratamento a todos os doentes, Rui Reininho recebeu o fármaco.

“Ao fim de um mês negativei. Já tinha negativado várias vezes, mas o vírus voltava sempre”, disse. Ao fim de uma luta de 26 anos, Rui Reininho diz, a propósito da disponibilização destes tratamentos a todos os doentes, ter “orgulho” do país onde vive.

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Editorial
Rui Nogueira
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“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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