FNAM denuncia assinatura de contratos em dia de greve
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08/05/2017 09:55:41
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Jornal Médico
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FNAM denuncia assinatura de contratos em dia de greve

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) alertou ontem para a “manipulação” da adesão à greve de dia 10 com assinatura de contratos com médicos do Centro Hospitalar do Oeste, mas a Administração de Saúde contrapôs e vai adiar a cerimónia.

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) denunciou, em comunicado, que os médicos internos do Centro Hospitalar do Oeste foram convocados, no dia 5, para assinarem contrato a 10 de maio, data coincidente com o primeiro dia da greve dos médicos em que verão justificada a sua ausência no trabalho.

“Esta convocatória, em vésperas da greve, parece surgir como um possível mecanismo de manipulação dos números de adesão e poderá servir de dissuasão dos médicos que a ela queiram aderir, ao criar uma situação em que os médicos internos em causa, que comparecerem à assinatura dos contratos, terão o seu registo como falta justificada e não como ausência ao trabalho, a menos que solicitem que tal não aconteça”, defende fonte daquela entidade sindical.

Contactada pela Agência Lusa, a administração do Centro Hospitalar do Oeste afirmou não ter conhecimento da assinatura dos contratos, remetendo esclarecimentos para a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

Confrontada pela Agência Lusa, a ARSLVT esclareceu, por escrito, que “o processo administrativo para assinatura dos contratos já estava programado antes da convocatória da greve”.

A ARSLVT adiantou que vai adiar a assinatura dos contratos, informando os médicos internos já esta segunda-feira.

De acordo com a FNAM, a coincidência de datas é uma “situação intolerável”, sendo a greve um direito que “não pode ser condicionado por este tipo de esquemas manipulatórios”.

No comunicado, a FNAM exigiu que seja definida uma nova data, lembrando que a adesão à greve não é contabilizada como falta justificada ou injustificada ao serviço ou à formação, pelo que não tem implicações no número máximo de faltas permitidas às funções.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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