Dívida dos hospitais públicos a laboratórios é de 892 ME e cresce 1,5 ME por dia
DATA
26/04/2017 10:09:42
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Jornal Médico
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Dívida dos hospitais públicos a laboratórios é de 892 ME e cresce 1,5 ME por dia

A dívida dos hospitais públicos à indústria farmacêutica continua a aumentar, atingindo os 892 milhões de euros em março, tendo crescido a um ritmo de 1,5 milhões de euros por dia desde fevereiro, segundo o presidente da direção da Apifarma, João Almeida Lopes.

 

As declarações do responsável do setor surgiram durante a Comissão Parlamentar da Saúde, onde hoje são ouvidos vários representantes do setor a propósito das dívidas do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

De acordo com a Apifarma, a dívida dos hospitais públicos a estas empresas ascendia, em março deste ano, a 891,5 milhões de euros.

Este valor representa um aumento de 46,9 milhões de euros em relação ao mês anterior, crescendo assim a dívida a um ritmo de 1,5 milhões de euros por dia.

Os mesmos dados hoje entregues aos deputados apontam para um valor que é o maior desde pelo menos dezembro de 2014, quando o mesmo era de 783,2 milhões de euros.

Na sua exposição, o presidente da Apifarma recordou que, “durante o período de assistência financeira, as empresas farmacêuticas foram reconhecidas como principais contribuintes para o ajustamento realizado ao nível da saúde”.

Entre 2011 e 2014, a despesa com medicamentos caiu 629 milhões de euros, uma descida que se terá devido a “um conjunto alargado de medidas com o objetivo de reduzir o défice público e de reduzir a despesa do setor da saúde, centrando-se sobretudo na afetação da cadeia de valor do medicamento”.

Segundo a Apifarma, que cita dados do fornecidos pelo Infarmed, as revisões de preços entre 2012 e 2016 permitiram uma poupança ao Estado de 300 milhões de euros.

“Em consequência destas medidas, foram manifestos os problemas de abastecimento do mercado, com 46% dos utentes a reportar falhas no acesso ao medicamento”, conclui.

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Editorial | Joana Romeira Torres
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