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Telemedicina

O Governo dos Açores espera ter a funcionar até ao final do próximo ano cerca de 14 projectos de telemedicina para tornar mais rápida a acessibilidade a alguns cuidados de saúde, revelou hoje o presidente do executivo.

"Estamos a falar de cerca de 14 projectos, alguns estão já em fase mais adiantada de implementação mais avançada, como é o caso deste, da dermatologia. Mas são tudo projectos que vamos até final da legislatura trabalhar para que fiquem concretizados o mais rapidamente possível", disse Vasco Cordeiro.

O presidente do Governo Regional dos Açores falava aos jornalistas no centro de saúde das Velas, na ilha de São Jorge, depois de ter assistido a uma consulta de dermatologia com recurso à telemedicina, tendo sido usada uma plataforma informática que está já disponível em todas as Unidades de Saúde de Ilha (USI).

Os 14 projectos abrangem diversas áreas e especialidades médicas, estando já implementado um deles em todas as USI (suporte ao tratamento de feridas). Segue-se agora a dermatologia, estando previstos projectos para áreas relacionadas com a reumatologia, a obstetrícia, a cardiologia, a endocrinologia ou o aconselhamento médico em casos de emergência e eventual necessidade de "evacuação médica aérea".

Vasco Cordeiro disse que neste último caso, o executivo açoriano está convencido de que o projecto "pode ajudar muito" à "forma, à comodidade, à segurança e à rapidez para uma tomada de decisão".

A aposta na telemedicina pretende justamente "tornar mais cómoda, mais rápida, no fundo, mais fácil a acessibilidade [de quem reside nos Açores] aos cuidados médicos", enfatizou Vasco Cordeiro.

"Este exemplo que acabámos de ver ilustra bem a facilidade, a comodidade e a rapidez com que, quem necessitar de determinado tipo de cuidados médicos, através da telemedicina, consegue tê-los de uma forma que dispensa ter de se deslocar para outra ilha, que dispensa a perda de tempo, que dispensa, no fundo, o incómodo de ter de se ausentar", sublinhou ainda.

Vasco Cordeiro ressalvou que, "obviamente, a telemedicina não substitui todas as necessidades" e que o Governo Regional não está a fazer esta aposta "para evitar a deslocação de médicos especialistas".

"Apostamos na telemedicina porque isso é melhor para os jorgenses, bem como para todos os açorianos. Não dispensa a deslocação de especialistas. Quando muito, permitirá uma maior eficácia e um maior aproveitamento dessa deslocação", afirmou.

O Governo Regional dos Açores iniciou hoje uma visita à ilha de São Jorge, que termina na quarta-feira.

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AVC1

O Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) celebraram hoje um protocolo com vista à implementação da Via Verde AVC, que será operacionalizada através da utilização da Telemedicina.

O presidente do conselho de administração do HDFF, Pedro Beja Afonso, referiu que este é um projecto inovador que “abrirá uma janela de oportunidades para que as duas instituições consolidem a sua articulação”.

“A implementação da Via Verde do AVC no HDFF, com o apoio do CHUC, permite oferecer aos doentes uma oportunidade terapêutica e de recuperação dos défices neurológicos instalados de que actualmente não dispõem”, frisou.

Na sua opinião, cabe aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde “cooperarem entre si, articularem-se e criarem as sinergias necessárias, de modo a rentabilizar os meios disponíveis”, tal como acontece nesta parceria.

O presidente do conselho de administração do CHUC, José Martins Nunes, realçou que “a região Centro é a que tem, a nível nacional, maior experiência em Telemedicina”, iniciada há cerca de 20 anos.

Segundo Martins Nunes, a ligação do CHUC ao HDFF para a Via Verde AVC “é a primeira experiencia a nível nacional”.

“O CHUC participa num projecto inovador de grande alcance e que é mais um contributo para a saúde dos nossos doentes e um reforço da capacidade do Serviço Nacional de Saúde. Com este projecto vamos salvar vidas humanas e diminuir de forma eficaz as consequências nefastas do AVC”, afirmou.

No âmbito do protocolo celebrado, ficam definidos os procedimentos a ter com os doentes encaminhados para a Via Verde AVC no HDFF.

O documento refere, por exemplo, que após a triagem do doente para a Via Verde AVC o médico internista do serviço de Urgência do HDFF tem de contactar o serviço de Neurologia do CHUC pelo telemóvel ou telefone fixo “para alertar que irá ser desencadeada uma teleconsulta” e depois fornece os dados do doente necessários ao registo da consulta de Telemedicina no CHUC.

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terça-feira, 03 fevereiro 2015 11:19

Plataforma pioneira de telemedicina em oftalmologia

Oftalmologia

Uma plataforma de telemedicina conjugada com instrumentos de diagnóstico de oftalmologia, uma solução integrada e pioneira a nível mundial, será apresentada na quarta-feira, durante uma consulta entre Lisboa e São Tomé e Príncipe, disse hoje um dos responsáveis pelo projecto.

“Esta solução integrada (Teleye) que articula seis instrumentos de diagnóstico oftalmológico com a plataforma de telemedicina Medigraf é uma novidade a nível mundial”, disse à Lusa Ahmed Zaki, um dos directores responsáveis por este projecto desenvolvido pelo Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF).

O Medigraf – tecnologia desenvolvida pela Portugal Telecom (PT) e que se baseia na utilização da internet e de um software específico – permite a visualização do médico, em tempo real, dos exames que estão a ser realizados em outro local, mesmo em outro continente, com o objectivo de conseguir um diagnóstico mais rápido e exacto.

O Medigraf já é utilizado em consultas de telemedicina em Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e em Portugal.

A solução Teleye integra, pela primeira vez, seis equipamentos oftalmológicos fundamentais – lâmpada de fenda, retinógrafo, auto-refratómetro/keratómetro, tonómetro e câmara de alta definição – numa única plataforma de telemedicina.

Trata-se de um instrumento fundamental para o rastreio, prevenção e tratamento de várias patologias – erro de refracção, catarata, glaucoma, patologia em idade pediátrica, trauma ocular, patologias infecciosas e retinopatias – que provocam a cegueira e a baixa visão, oferecendo rápidas e rigorosas possibilidades de resposta e de orientação terapêutica.

“Nesta caminhada da telemedicina, já conseguimos integrar vários equipamentos numa plataforma. Várias especialidades médicas já utilizam esta tecnologia, como a cardiologia e ortopedia, agora chegou a vez da oftalmologia”, referi Zaki, director de operações no terreno do IMVF.

O médico egípcio Ahmed Zaki acompanha os projectos nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Na quarta-feira, durante a consulta, os doentes são-tomenses vão estar no Hospital Dr. Ayres de Menezes, em São Tomé e Príncipe, e o médico oftalmologista estará na sede do IMVF, em Lisboa.

A solução Teleye – que nasceu da parceria do IMVF com a PT Inovação e outros parceiros da área das tecnologias de oftalmologia – foi desenvolvida no âmbito do projecto de prevenção e tratamento de doenças oftalmológicas em São Tomé e Príncipe (iSEE).

O iSEE está integrado no programa “Saúde para Todos”, implementado há 25 anos pelo Instituto Marquês de Valle Flôr em São Tomé e Príncipe, em parceria com o Ministério da Saúde do país africano lusófono.

O programa “Saúde para Todos” é co-financiado pela Cooperação Portuguesa e apoiado pela Direcção-geral da Saúde e pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Em São Tomé e Príncipe, que não possui médicos oftalmologistas, há cerca de três mil pessoas com problemas de baixa visão e cegueira.

Desde 2009, uma equipa de oftalmologistas desloca-se a São Tomé e Príncipe três a quatro vezes por ano, onde realizam uma média de 650 consultas e 100 cirurgias em cada missão de 15 dias. Neste momento, encontra-se no país uma equipa de oftalmologia do IMVF para realização da 16ª missão no terreno.

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quarta-feira, 17 setembro 2014 13:31

Clínica em centro comercial

Clínica do Centro 2
A Ordem dos Médicos (OM) veio a público ameaçar instaurar processos disciplinares a todos os médicos que estejam a praticar “em primeira linha” a telemedicina em clínicas instaladas em espaços comerciais. A advertência surgiu após ter sido noticiado que numa clínica instalada junto ao hipermercado Jumbo de Almada, do grupo Auchan, enfermeiros realizavam avaliações clínicas de “clientes”, mediando a intervenção de um médico com recurso à telemedicina. “Uma forma de vender gato por lebre e transformar a medicina num mero comércio, que será potencialmente prejudicial aos doentes”, denunciou o Conselho Nacional Executivo (CNE) da OM em comunicado.

Na perspectiva do CNE, “associar a prestação de cuidados médicos a uma actividade de comércio a retalho constitui uma flagrante violação deontológica da nossa profissão e a definitiva imposição de um modelo mercantilista na Saúde”.

Deste modo, “verificadas as circunstâncias, os médicos que porventura estejam a fazer em primeira linha a telemedicina e estejam a colaborar com uma situação destas, obviamente que estão a infringir de forma grosseira aquilo que é o código deontológico e, se isso acontecer, será avaliado pelo conselho disciplinar da ordem e serão instaurados processos disciplinares aos médicos que estejam eventualmente a incorrer em má prática médica”, explicou Miguel Guimarães, presidente do Conselho Regional do Norte da OM (CRNOM).

À OM preocupa, sobretudo, o conteúdo da prestação relatada na comunicação social: “enfermeiros a praticar actos médicos, como o exame clínico de um doente e colocar um recurso complementar, como a telemedicina, a servir como primeira linha de diagnóstico, sem possibilidade de intervenção terapêutica ou emissão de receituário, atenta contra as mais básicas orientações da boa prática clínica.

No entendimento da OM, “a situação relatada viola de forma objectiva os artigos 94º a 97º do Código Deontológico da Ordem dos Médicos (CDOM), que regulam a utilização da telemedicina, e não cumpre o dever de protecção de dados e confidencialidade defendido pela Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD)”.

[caption id="attachment_7520" align="alignnone" width="450"]Miguel Guimarães “Verificadas as circunstâncias, os médicos que porventura estejam a fazer em primeira linha a telemedicina e estejam a colaborar com uma situação destas, obviamente que estão a infringir de forma grosseira aquilo que é o código deontológico e, se isso acontecer, será avaliado pelo conselho disciplinar da Ordem e serão instaurados processos disciplinares aos médicos que estejam eventualmente a incorrer em má prática médica”, ameaçou Miguel Guimarães, presidente do Conselho Regional do Norte da OM[/caption]

Empresa desmente e diz que OM conhecia e não se opôs ao projecto

A polémica ganhou entretanto novos contornos, com a Saúde 3.0., empresa responsável pelo espaço a vir a público garantir que as ordens dos médicos e dos enfermeiros, assim como a Entidade Reguladora da Saúde (ERS), conheciam o projecto e nunca levantaram objecções ao mesmo.

“Por se tratar de um projecto pioneiro em Portugal, houve o cuidado de, antes de se iniciar o processo de licenciamento, abordar as duas ordens e os organismos reguladores da área da Saúde. Estivemos inclusive reunidos com o departamento jurídico da OM, ainda na fase prévia à implementação do projecto. Adicionalmente, reunimos com a Ordem dos Enfermeiros, com a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e a ERS, sendo que nenhuma destas entidades nos informou, formal ou informalmente, da existência de um quadro legal e/ou deontológico contrário ao modelo que decidimos implementar”, esclareceu a empresa em comunicado.

Saúde 3.0 garante licenciamento e sigilo

Relativamente ao modelo adoptado, fonte da direcção da Saúde 3.0 confirmou que são enfermeiros que fazem uma primeira triagem, “como em qualquer serviço de urgência dos hospitais” e que só depois é admitido na consulta o doente que for passível de ser tratado. A consulta é por telemedicina e o médico tem acesso a dados vitais recolhidos pelo enfermeiro.

Quanto ao facto de não ser possível passar receitas, o responsável esclareceu que, a maior parte dos casos que surgem na Clínica do Centro, “são doenças que não requerem antibióticos”, por serem mais simples de tratar. E garante: caso se trate de uma situação que exija cuidados especiais, são os médicos da clínica que aconselham e reencaminham o doente para outros locais.

“Queremos é facilitar a vida às pessoas, estar próximos delas”, disse, acrescentando que “a receptividade é muito boa” e que a polémica que se gerou em torno do novo conceito resulta de “interpretações erradas”.

“O conceito já foi testado e validado noutros países (muitos deles considerados como modelos de eficácia e de excelência na prestação de cuidados de saúde, como a Suécia ou a Finlândia), pelo que a questão ética/deontológica não é sequer colocada em causa nestes países em que este tipo de modelo de atendimento é algo que se tornou comum. Portugal faz parte da mesma comunidade europeia, os patamares éticos/deontológicos são semelhantes, pelo que acreditamos que se trata mais de uma questão de reacção a um modelo novo e pioneiro”, lê-se no comunicado. A clínica atende (através de um enfermeiro) doentes sem marcação, que são vistos depois por um médico, pelo sistema de videoconferência.

Além de serem dadas garantias em termos de licenciamento e sigilo quanto aos doentes, o comunicado da Saúde 3.0 explica que a clínica “tem como intuito aproximar a população geral a prestadores de cuidados de saúde qualificados” e garante que quando não há capacidade para tratar o doente ele é referenciado para outro local e nada é cobrado.

Auchan desmente paternidade da iniciativa

Logo após ter sido tornada pública a denúncia da OM da alegada intenção de “um grupo de retalho em investir na abertura de clínicas médicas nas respectivas superfícies comerciais”, a Auchan, empresa proprietária do hipermercado em cujas instalações está inserida a Clínica do Centro, veio esclarecer que nada tem a ver com a “exploração e gestão” da mesma e que apenas cedeu o espaço para a instalação da unidade de saúde privada. “Ao contrário do que tem sido transmitido, não é o grupo Auchan que está a lançar esta área de negócio, apenas ofereceu o espaço para a instalação deste novo conceito, que já existe nos EUA e na Escandinávia”, disse à Lusa o assessor de imprensa do grupo.

Ao que o nosso jornal conseguiu apurar, a Saúde 3.0 está registada na ERS, na categoria de “clínicas ou consultórios médicos”, tendo como morada o Centro Comercial Almada Forum. Ainda de acordo com a ERS, não existe até ao momento qualquer queixa contra os serviços prestados por aquele estabelecimento.

Já na página da Startup Lisboa, a “incubadora” de empresas da capital que serviu de berço ao projecto, a Clínica do Centro é anunciada na categoria “commerce”, onde os promotores da ideia explicam: “Estamos a desenvolver uma rede nacional de clínicas onde é possível aceder de forma fácil, conveniente e rápida a cuidados médicos de qualidade. Em breve terá uma Clínica do Centro perto de si”.

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É urgente desburocratizar os Cuidados de Saúde Primários
Editorial | Jornal Médico
É urgente desburocratizar os Cuidados de Saúde Primários

Neste momento os CSP encontram-se sobrecarregados de processos burocráticos inúteis, duplicados, desnecessários, que comprometem a relação médico-doente e que retiram tempo para a atividade assistencial.