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Projeto-piloto avalia impacto do exercício em doentes crónicos
DATA
23/01/2019 17:50:24
AUTOR
Jornal Médico
Projeto-piloto avalia impacto do exercício em doentes crónicos

Catorze unidades de saúde, mais de 100 profissionais e cerca de 3.000 utentes com doenças crónicas integram um projeto-piloto que arranca na quinta-feira e visa avaliar os ganhos em saúde da atividade física, anunciou hoje a Direção-Geral da Saúde.

Lançado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), através do seu Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física, o projeto-piloto de “Recomendação da Atividade física no Serviço Nacional de Saúde para utentes com doenças crónicas” pretende avaliar durante os próximos 12 meses “os ganhos em saúde e o custo-efetividade da recomendação de atividade física” no SNS.

“A intervenção multidisciplinar coordenada por um médico com formação adicional em medicina desportiva, em colaboração estreita com um profissional do exercício físico, que contará também com o envolvimento de outros profissionais como nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos e enfermeiros, tem como objetivo aumentar a atividade física, em autonomia, em utentes com doença crónica”, explica a DGS em comunicado.

Para isso, será estabelecido um plano individual de atividade física para o utente ou a participação num programa de exercício físico estruturado ou supervisionado.

Estima-se que quase três quartos da população portuguesa com mais de 15 anos não cumprem as recomendações internacionais de atividade física, estando Portugal na 11ª posição dos países com maior prevalência de inatividade física.

“Sendo a prática de atividade física um indicador de saúde com robusta evidência científica, quer sob o ponto de vista da prevenção da doença e da promoção da qualidade de vida, quer no contexto da melhor gestão de doenças crónicas, urge a existência de ações concertadas para a sua promoção”, defende a Direção-Geral da Saúde.

Definido por um despacho de 10 de outubro de 2017, este projeto-piloto constitui-se como “um passo pioneiro” no sentido da implementação das principais orientações relativas à recomendação da atividade física no SNS incluídas também na Estratégia Nacional para a Promoção da Atividade Física, Saúde e Bem-Estar 2016-2025 (DGS) e no Plano de Ação Global para a Atividade Física 2018-2030, da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“A inatividade física é um dos fatores de risco modificáveis com maior peso na carga das doenças crónicas não transmissíveis, e a sua recomendação no Serviço Nacional de Saúde é um marco histórico na abordagem ao tratamento, controlo e prevenção das doenças crónicas em Portugal”, salienta a Direção-Geral da Saúde.

O lançamento do projeto está integrado na sessão pública de apresentação do Relatório Anual do Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física, na quinta-feira, onde será partilhada a visão e atividades em curso deste Programa de Saúde Prioritário da DGS.

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