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Nove hospitais e duas ULS vão ter um modelo de gestão autónoma
DATA
12/12/2018 13:01:06
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Nove hospitais e duas ULS vão ter um modelo de gestão autónoma

A ministra da Saúde, Marta Temido, revelou hoje a lista de hospitais e unidades locais de saúde (ULS) selecionados para integrarem um modelo de gestão autónoma. 

De acordo com a responsável pela pasta da Saúde, entre os selecionados estão: Hospital Garcia de Orta; Hospital Fernando Fonseca; IPO do Porto; Hospital Santa Maria Maior; Hospital da Figueira da Foz; Centro Hospitalar Tâmega e Sousa; Centro Hospitalar de Leiria; Centro Hospitalar de São João; Hospital Magalhães Lemos; Unidade Local de Saúde (ULS) de Matosinhos e a ULS Alto Minho.

“Estes hospitais, pese embora tenham os seus constrangimentos, registam os melhores níveis de eficiência e têm um desempenho que permite iniciar” este projeto, que tem como objetivo reforçar a melhoria das condições de financiamento e a redução expectável do endividamento, explicou a ministra.

Marta Temido lembrou que “o que está em preparação é o alinhamento entre três instrumentos de gestão, os tradicionais contratos de programa anuais baseados em planos estratégicos trianuais, os planos de atividade e orçamento, os contratos de gestão assinados entre os membros do Governo e cada um dos hospitais do setor empresarial do Estado e um alinhamento de instrumentos de gestão que tem na base um conjunto de pressuposto e as principais linhas de atuação”.

Entre as principais linhas de atuação, encontram-se as carteiras de serviço, mapas de pessoal, planos de investimento, níveis de atividade assistencial, projeções económicas-financeiras para o triénio e expectativa de ganhos de eficiência e produtividade que permitam a sustentabilidade a médio e a longo prazo.

O projeto, que permitirá a reposição de “uma situação de normalidade de funcionamento destas entidades públicas empresariais”, está a trabalhar no sentido de que os hospitais sejam agrupados em três níveis. O primeiro grupo integra nove hospitais e duas ULS que têm uma “eficiência elevada”, o segundo grupo corresponde a uma “eficiência média” e o terceiro grupo corresponde a uma “eficiência baixa”.

Para o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, “a autonomia dos hospitais é mais relevante do que aquilo que pode parecer”.

“Temos 40 anos de sucesso de Serviço Nacional de Saúde baseado no modelo de gestão descentralizado dos serviços que deu excelentes resultado”, afirmou.

“É verdade que nos últimos anos, pelo efeito do programa de assistência externa, todo o tecido hospitalar e do serviço de saúde sofreu um revés muito sério e não vale a pena ter ilusões que agora estalamos dos dedos e tudo se recupera num minuto”, admitiu Francisco Ramos.

Os últimos três anos foram de “trabalho intenso", o que terá de continuar durante muitos anos para “recuperar a vitalidade” do tecido hospitalar e do serviço público de saúde, adiantou.

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