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INSA: Diabetes afeta mais homens e pessoas sem emprego e menos escolarizadas
DATA
15/11/2018 10:29:29
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INSA: Diabetes afeta mais homens e pessoas sem emprego e menos escolarizadas

Cerca de 640 mil portugueses (9,9%) sofriam de diabetes em 2015, uma doença mais frequente nos homens e nas pessoas sem atividade profissional e com menor nível de escolaridade, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Os dados fazem parte do Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF), levado a cabo pelo INSA, que analisou o estado de saúde da população residente em Portugal, em 2015, com idade entre os 25 e os 74 anos.

Segundo os dados, apresentados no âmbito do Dia Mundial da Diabetes, 641 mil portugueses (9,9%) foram classificados como diabéticos. A diabetes foi mais frequente nos homens (12,1%), no grupo etário dos 65-74 anos (23,8%), nas pessoas sem atividade profissional (20,6%) e com menos escolaridade (20,1%).

Estes dados foram obtidos a partir das medições da hemoglobina glicosilada efetuadas e de dados obtidos por questionário. Foram consideradas diabéticas as pessoas (não incluindo mulheres grávidas) que tinham hemoglobina glicosilada igual ou superior a 6,5%, que reportaram a toma de medicação para a diabetes nas duas semanas anteriores à entrevista ou que disseram ter diabetes.

O primeiro INSEF foi desenvolvido em 2015 para recolha de informação epidemiológica sobre o estado, determinantes e cuidados de saúde da população portuguesa.

Foram estudadas 4.911 pessoas, na sua maioria em idade ativa (84,3% com idade entre os 25 e os 64 anos), quase dois terços (63,4%) dos quais “sem escolaridade ou com escolaridade inferior ao ensino secundário” e 11,2% desempregados.

“Este inquérito teve como mais-valia o facto de conjugar informação colhida por entrevista direta ao indivíduo com dados de uma componente objetiva de exame físico e recolha de sangue”, refere o INSA.

O INSEF tem como finalidade contribuir para “a melhoria da saúde dos portugueses, apoiando as atividades nacionais e regionais de observação e monitorização do estado de saúde da população, avaliação dos programas de saúde e a investigação em saúde pública”, adianta o Instituto em comunicado.

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