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OCDE: Superbactérias podem causar mais de 40 mil mortes até 2050
DATA
07/11/2018 17:09:57
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OCDE: Superbactérias podem causar mais de 40 mil mortes até 2050

Mais de 40 mil portugueses poderão morrer na sequência de infeções por bactérias resistentes a antibióticos até 2050. Estima-se que em Portugal morram todos os anos mais de 1.100 pessoas.

 De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal exibe um dos mais altos resultados de mortalidade no conjunto de mais de 30 países analisados, com 11,3 por 100 mil habitantes, apenas ultrapassado por Itália, com 18,2 e pela Grécia, com 14,8.

O nosso país apresenta valores de mortalidade que são quase o triplo da média dos países da OCDE e o dobro da média da União Europeia. Entre 2015 e 2050, estima- uma mortalidade anual, em média, de 11,3 mortes por cada 100 mil habitantes devido a infeções por bactérias muito resistentes, quando a média da OCDE é de 4,72 mortos por 100 mil habitantes a cada ano.

Ou seja, Portugal terá uma média anual de mais de 1.100 mortes devido a infeções por superbactérias até 2015, o que significa que, entre 2015 e 2050, poderão morrer mais de 40 mil pessoas.

De um modo global, o relatório da OCDE estima 2,4 milhões de mortes na Europa, América do Norte e Austrália até 2050 por infeções de bactérias muito resistentes a antibióticos.

No entanto, três em cada quatro mortes podiam ser evitadas através de uma melhor higiene de mãos, sobretudo entre os profissionais de saúde, e melhor utilização dos antibióticos.

Para o pneumologista Filipe Froes, é fundamental apostar na prevenção e dar mais condições de trabalho às estruturas responsáveis pelo combate a estas infeções, dotando-as de mais recursos técnicos e humanos.

Embora existam programas de apoio à prescrição antibiótica (PAPA), mais de 30% dos hospitais públicos portugueses ainda não o tinham aplicado em 2017, concluiu o último relatório do Programa Nacional de Resistência a Antimicrobianos.

De acordo com o relatório do Programa Nacional da Direção-Geral da Saúde, 66% dos hospitais públicos tinha um PAPA com um médico responsável pelo programa. Já nos centros de saúde, menos de 15% tinham um programa de apoio à prescrição antibiótica implementado.

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