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Tutela financia programa internacional de tecnologias
DATA
20/09/2018 10:23:10
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Tutela financia programa internacional de tecnologias

O Governo, através da Fundação para a Ciência e Tecnologia, vai financiar o Programa UT Austin Portugal, uma colaboração internacional em tecnologias emergentes que pretende “apostar em novas áreas estratégicas”.

O programa, com dez anos de existência, que conta com a parceria internacional da Universidade de Austin, no Texas, nos Estados Unidos, irá receber um financiamento de 100 milhões de euros para, nos próximos dez anos, focar-se nas áreas da computação avançada, nanotecnologia, interações espaço-terra, física médica e inovação e empreendedorismo.

Em declarações à agência Lusa, o professor catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e que assume agora o cargo de diretor nacional do programa, José Manuel Mendonça, explicou que a “aposta estratégica do Governo” nas áreas da computação avançada, espaço-terra e física médica “vão alterar completamente as áreas de trabalho, os modelos e os formatos de colaboração”.

“Abrem-se agora novas áreas, nomeadamente, na área da física médica com o tratamento de cancro através de protões, uma área mais sofisticada e que causa menos danos colaterais, assim como na área do espaço, ou seja, na interação espaço-terra”, frisou.

Segundo o presidente do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), do Porto, “o Ministério da Ciência pretende uma entrada mais forte de Portugal no espaço”, assim como uma maior “utilização de mecanismos de observação da Terra que permitam analisar questões de interesse nacional”, como a erosão costeira e os incêndios florestais.

Quanto à área da física médica para o tratamento de cancro através de protões, assim como a computação, o diretor salientou que, apesar destas serem “apostas futuras do Governo”, é “preciso capacitar técnicos”.

“Há uma vontade estratégica de Portugal e do Governo apostarem no futuro. Mas, para isso, é preciso treinar pessoas. Não se pode dar este passo sem capacitar técnicos nestas áreas, só assim poderemos ter pessoas capacitadas em Portugal para se poder construir algo”, sublinhou.

Neste momento, já decorrem programas de formação na Universidade de Austin, no Texas, quer no laboratório de supercomputação, o TACC (Texas Advanced Computing Center), quer no centro de investigação da área oncológica, o MD Anderson Cancer Center.

José Manuel Mendonça destacou, ainda, “a oferta da Universidade de Austin de um supercomputador à Fundação para a Ciência e Tecnologia”, que já está a ser instalado na Universidade do Minho, em Braga.

Para o professor catedrático, esta terceira fase do programa representa “um rasgar de novas áreas” que trazem vantagens “no treino, na formação, na investigação e na economia”.

“É preciso dinamizar as comunidades científicas dos dois países, assim como é preciso arrastar as empresas portuguesas para colaborarem nestes projetos de investigação”, acrescentou.

A tomada de posse da nova direção do Programa UT Austin Portugal realiza-se hoje, às 11:30 horas, no edifício da Fundação para a Ciência e Tecnologia, em Lisboa.

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