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Hospital de Gaia nega ter recebido pedidos de demissão
DATA
19/09/2018 16:38:51
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Hospital de Gaia nega ter recebido pedidos de demissão

A administração do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) afirmou, hoje, não ter recebido qualquer pedido de demissão dos 52 clínicos demissionários.

Ouvido pela Comissão Parlamentar de Saúde, o presidente do conselho de administração, António Alves, disse que não foi recebido “nenhum pedido de demissão de diretor de serviço com uma data e uma assinatura para poder ser despachado”.

Recorde-se que, esta terça-feira, os deputados ouviram os profissionais demissionários, classificando como “legítimas” as suas pretensões de condições de trabalho mais dignas para a prestação de melhores cuidados de saúde aos utentes.

Hoje, a deputada do CDS-PP Cecília Meireles, que terça-feira classificou de “impressionantes” os relatos que ouviu no Hospital de Gaia, afirmou que havia "uma coisa muito estranha a passar-se", dizendo a António Alves que os diretores clínicos "ou não falam com o conselho de administração ou então o conselho de administração não os ouve ou acha que não têm razão".

Cecília Meireles salientou que o que interessa é se os problemas apontados "são reais ou não" e que "têm que ser tratados com verdade", lembrando que há queixas de "falta de camas e doentes a recusarem internamentos por não aceitarem as condições a que estão sujeitos".

António Alves admitiu que houve adiamento de cirurgias por falta de camas e classificou como "um calvário" o processo de requalificação do hospital em obras sucessivas, para as quais eram lançados concursos, mas que os concorrentes acabavam por recusar porque lhes era pedido para fazerem demasiado para o dinheiro que iriam receber.

Para o presidente do conselho de administração, a terceira fase de obras "é decisiva, urgente e resolve os problemas dos serviços", a braços com "problemas graves de instalações" e isso já foi dito aos diretores.

Quanto às necessidades de recursos humanos, António Alves estimou que são precisos "80 enfermeiros e 40 assistentes operacionais", notando que houve muitas saídas, muita emigração de pessoal que não foi sendo substituído. O responsável espera que a terceira fase possa começar a 31 de junho de 2019.

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