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Hospital de Gaia: Deputados admitem problemas e pedem intervenção da tutela
DATA
19/09/2018 10:15:45
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Hospital de Gaia: Deputados admitem problemas e pedem intervenção da tutela

A Comissão Parlamentar de Saúde, que ouviu o diretor clínico e os chefes de serviço demissionários do Hospital de Gaia, considerou que a tutela deve resolver “rapidamente” os “gravíssimos” problemas da unidade de saúde.

No final da audição, a comissão parlamentar classificou como “legítimas” as pretensões evocadas pelos 52 clínicos demissionários, lembrando estarem em causa reivindicações de condições de trabalho mais dignas para a prestação de melhores cuidados de saúde aos utentes e não de aumentos salariais.

À saída da audição, o deputado social-democrata Luís Vales mostrou-se solidário com os profissionais demissionários por considerar que “falta quase tudo no hospital”.

Luís Vales adiantou que os médicos dermatologistas não podem ver os seus doentes porque não têm marquesas nos seus gabinetes, que as estufas da anatomia patológica têm 50 anos ou que há falta de camas.

As necessidades “não saem do papel” por excesso de burocracia, referiu, acrescentando que a tutela deve “rapidamente” resolver as “enormes deficiências” deste hospital.

Entendendo as pretensões dos profissionais de saúde, o socialista António Sales vincou que estão “reunidas as condições” para que estes venham a reconsiderar a sua decisão.

Vincando que a atual situação “não é consequência das cativações”, António Sales frisou que o PS quer privilegiar o setor público.

Pedindo respostas ao Governo, a deputada do CDS-PP Cecília Meireles disse que os relatos que ouviu foram “impressionantes”, saindo da audição “mais preocupada ainda”.

“O que se exige é que [o Ministério da Saúde] diga a verdade e resolva os problemas”, frisou.

A centrista defendeu a elaboração de um plano funcional das obras para se perceber quando e como vão funcionar, reforçando que os demissionários estão “fartos de promessas”.

Segundo dados recolhidos durante a audição, o deputado do BE Moisés Ferreira avançou que o Hospital de Gaia tem metade das camas de que necessitava, tendo 620 quando precisava de 1.200.

Dizendo ser “incontornável” a necessidade de aumentar o orçamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o bloquista considerou que o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e a política de Governo não podem estar “subordinadas a duas ou três décimas do défice”.

Já sobre se os demissionários falaram na necessidade de substituir o presidente do Conselho de Administração, tal como defendeu o bastonário da Ordem dos Médicos, Moisés Ferreira revelou que essa questão não foi abordada.

“É uma necessidade imperiosa fazer algo pelo Hospital de Gaia”, reforçou o deputado do PCP Jorge Machado.

Para o comunista, o centro hospitalar vive uma situação “dramática” com falta de recursos humanos, equipamentos ultrapassados e infraestruturas danificadas.

Alertando que “não há mais ninguém” que tenha intervindo tanto como o PCP, Jorge Machado espera uma “ação rápida” da tutela para um problema de “anos e de sucessivos governos”.

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