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OM anuncia auditoria às Urgências do Hospital dos Covões
DATA
16/05/2018 18:06:04
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OM anuncia auditoria às Urgências do Hospital dos Covões

O Colégio de Especialidade de Cirurgia da Ordem dos Médicos vai avançar com uma auditoria às condições de formação no Hospital Geral de Coimbra (Covões), revelou, hoje, a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SCROM).

"Perante as insuficiências já denunciadas na urgência e no serviço de cirurgia no plano formativo, e caso se verifique que não estão reunidas as condições exigíveis, o serviço poderá ficar impedido de continuar a formar médicos especialistas em Cirurgia Geral", refere a SCROM, através de um comunicado enviado à agência Lusa.

Recorde-se que, no passado domingo, a OM denunciou que o Serviço de Urgência do Hospital dos Covões, que integra o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), estava “sem capacidade de resposta nalguns turnos de cirurgia”, situação imediatamente desmentida pelo CHUC.

"Face à gravidade da situação, reportada pela falta de capacidade de resposta cirúrgica nalguns turnos no Serviço de Urgência no Hospital Covões, o Colégio de Especialidade de Cirurgia decidiu fazer uma auditoria às condições de formação ao Serviço de Cirurgia Geral daquele polo", refere o comunicado.

Para o presidente da SCROM, Carlos Cortes, citado no comunicado, "a urgência geral de adultos do Hospital dos Covões não poderá dar uma resposta complementar se não conseguir cumprir os requisitos mínimos de atendimento aos utentes, uma vez que o atendimento integrado não surge perante a junção de serviços dispersos fisicamente".

“Se a administração hospitalar não pugnar pelos requisitos mínimos definidos pelo respetivo colégio de especialidade, a Ordem dos Médicos terá de interditar a capacidade formativa a jovens cirurgiões naquele polo, advindo daí consequências nefastas na assistência aos utentes”, acrescenta.

Note-se que o Colégio de Cirurgia da Ordem dos Médicos define que “o número mínimo da equipa de Cirurgia Geral em cada Urgência é de três especialistas, podendo ser substituído por um Interno dos três últimos anos de especialidade”. Além disso, “também está definido que, no caso de necessidade de intervenção cirúrgica, deverá haver, no mínimo, três cirurgiões no hospital, com conhecimento e capacidade para executar a intervenção".

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