Jornal Médico Grande Público

ADSE: “Sólida financeiramente”, mas é preciso “muito mais rigor”
DATA
12/02/2018 10:33:39
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS

ADSE: “Sólida financeiramente”, mas é preciso “muito mais rigor”

O presidente do Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, João Proença, garantiu que a instituição está “sólida financeiramente”, mas admitiu que a sua sustentabilidade nas próximas décadas exige “muito maior rigor” e uma “grande preocupação com os beneficiários”.

“A ADSE é um sistema hoje financiado a 100% pelos beneficiários para terem direito a proteção na saúde e, portanto, existirá enquanto os beneficiários quiserem”, afirmou João Proença, em declarações aos jornalistas à margem de uma conferência sobre O Futuro da ADSE, que decorreu no sábado no Porto.

Assegurando que “a ADSE está sólida financeiramente”, João Proença salientou que precisa, contudo, “de estar sólida daqui a dez, 20 ou 30 anos, sem exigir um aumento das contribuições dos beneficiários”.

“E é isso que se está a tentar fazer: criar uma ADSE nova, que passou de um financiamento 100% público a um financiamento 100% privado, e que é uma instituição totalmente diferente da que era, na qual as pessoas poderão inscrever-se ou não, é facultativo, e do qual poderão retirar-se, o que não existia no passado”, sustentou.

Segundo João Proença, que assumiu o cargo em outubro passado, trata-se de “um sistema com regras diferentes, que exige muito maior rigor e uma grande preocupação com os beneficiários”, de forma a mantê-los “satisfeitos” e dentro do sistema.

“Não está em causa a sustentabilidade da ADSE no presente, há um fundo de sustentabilidade já de um valor muito apreciável que permite ter presentes quaisquer problemas pontuais que surjam. Agora se os beneficiários se forem embora, a ADSE deixa de ser sustentável, portanto há que mantê-los claramente satisfeitos com o sistema de proteção na saúde que têm e que é o maior sistema de proteção da saúde em Portugal em termos dos subsistemas públicos e privados”, representando hoje, “em termos de valores financeiros e de beneficiários, o mesmo que o conjunto de seguros de saúde existentes em Portugal”, disse.

Relativamente à discussão em torno das novas tabelas de preços que a ADSE se propõe pagar aos prestadores com os quais tem convenção, e que merece a oposição dos privados, João Proença afirmou que “cada um defende os seus interesses”, mas foi dizendo que “a nova tabela foi fixada tendo por base aquilo que é a história e o saber acumulado da própria ADSE, que sabe qual é o custo médio de uma operação e tem milhares de casos relativamente ao mesmo tipo de operação”.

Registe-se

news events box

Mais lidas