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Autarcas do Alentejo Litoral preocupados com hospital querem reunir com Governo
DATA
11/10/2017 10:23:12
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Autarcas do Alentejo Litoral preocupados com hospital querem reunir com Governo

Os cinco autarcas do litoral alentejano pediram uma audiência com “caráter de urgência” ao ministro da Saúde para manifestarem preocupações quanto ao funcionamento e financiamento daquela Unidade Local de Saúde, sobretudo do hospital da região.

Numa carta enviada ao ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e ontem divulgada, o presidente do Conselho Intermunicipal do Alentejo Litoral, Vítor Proença, afirma existirem “situações de funcionamento” na Unidade Local de Saúde que “suscitam as maiores preocupações”, receando “que se encontre em causa a garantia de determinadas valências”.

“Neste momento, a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano regista novamente situações de funcionamento que nos suscitam as maiores preocupações e, com base no conhecimento de que dispomos, nos levam a recear que se encontre em causa a garantia de determinadas valências e a prestação dos cuidados de saúde a uma população de aproximadamente 98 mil habitantes”, pode ler-se na carta.

Em causa, segundo a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL), de que fazem parte os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira, está “a atual realidade da Unidade Local de Saúde, da prestação de cuidados primários e hospitalares, bem como a funcionalidade dos cuidados paliativos”.

Vítor Proença, também presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, lembra que, "numa audiência ocorrida em novembro do ano passado, os autarcas e a equipa do ministro da Saúde acordaram a realização de reuniões semestrais de avaliação, acompanhamento e discussão das medidas de melhoria da prestação dos cuidados de saúde na sub-região".

Na semana passada, o presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, também tinha solicitado uma reunião com o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, por estar preocupado com a “falta de recursos humanos” no Hospital do Litoral Alentejano (HLA), que alegou pôr em causa “os cuidados paliativos e de convalescença”.

Num comunicado enviado à Agência Lusa, o autarca explicou que o pedido de reunião surgiu “na sequência da tomada de conhecimento da existência de graves problemas na Unidade Local de Saúde, em particular no HLA, nomeadamente por falta de recursos humanos”.

O autarca indicou que a situação lhe foi “confirmada pelo presidente do conselho de administração da Unidade Local e Saúde, Luís Matias”, e exige que sejam tomadas “medidas efetivas e urgentes” para resolver a situação.

O presidente do município de Santiago do Cacém alegou ainda, no documento enviado à Agência Lusa, que a Unidade Local de Saúde é “subfinanciada em relação a outras regiões do país”, com o “segundo rácio mais baixo de financiamento por habitante” a nível nacional.

Também as Comissões de Utentes do Litoral Alentejano, num comunicado remetido ontem à Agência Lusa, alegam que a situação constitui uma “tentativa de encerramento de diversos serviços no HLA”, devido “à carência de profissionais de saúde”.

Os representantes dos utentes pedem ao Governo para “travar o processo”, contratando “em número suficiente” profissionais de saúde “para colmatar a grave carência”.

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