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Cuidados Continuados reforçados em Bragança com 20 camas vazias há três anos
DATA
07/07/2017 10:14:16
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Cuidados Continuados reforçados em Bragança com 20 camas vazias há três anos

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Bragança anunciou ontem que as 20 camas que a instituição tem vazias há três anos vão ser ocupadas “em breve” por doentes a necessitarem de cuidados continuados.

Eleutério Alves adiantou que está para “muito breve” a resolução do impasse que dura há quase três anos, desde a abertura da Unidade de Cuidados Continuados da Misericórdia com capacidade para 60 camas, mas 20 das quais nunca foram utilizadas por falta de comparticipação do Estado.

“Tenho quase a certeza de que muito breve essas camas estarão também já em atividade para receber todas as pessoas que necessitarem dos cuidados continuados”, afirmou, concretizando que “o brevemente é [a] curto prazo, ainda este ano”.

O provedor falava à margem das comemorações dos 499 anos da Santa Casa da Misericórdia de Bragança que, entre as várias valências, tem a maior Unidade de Cuidados Continuados do distrito de Bragança.

Recorde-se que o equipamento foi financiado pelo Estado para reforçar a rede de Cuidados Continuados com 60 camas, porém apenas 40 estão a ser utilizadas, desde a abertura, em setembro de 2014.

Desde então, o provedor tem reclamado publicamente uma solução para as restantes 20 camas que chegaram a ser apontadas como resposta para doentes com demência, sem que o projeto se tenha concretizado.

Eleutério Alves afirmou hoje que o impasse está prestes a ser ultrapassado e que servirão, como inicialmente previsto, para reforçar a rede de Cuidados Continuados porque estas camas fazem “falta à comunidade”.

“Há hoje pessoas que necessitam daqueles cuidados, que têm que ir para outros locais do distrito ou fora do distrito, longe das famílias, e que têm aqui camas”, observou.

No dia em que assinalou mais um aniversário com atividades abertas à comunidade de Bragança, a Misericórdia começou já a preparar as comemorações dos 500 anos com a expectativa de, dentro de um ano, contar com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O provedor afirmou que esse “será o momento alto” das comemorações dos 500 anos e que o Presidente da República “já foi convidado pessoalmente, durante a última visita que fez a Bragança”.

O convite formal seguirá para a Presidência da República quando estiver fechado o programa das comemorações que vão começar em janeiro de 2018 e se prolongam até 6 de julho, o dia da Misericórdia de Bragança.

O programa incluirá atividades culturais, recreativas, científicas, momentos de discussão e de intervenção política sobre a ação social e as suas valências, exposições, entre outros eventos.

A Misericórdia serve cerca de 1.200 utentes por dia em respostas sociais que vão desde a creche à deficiência e é um dos maiores empregadores da região de Bragança, com 350 trabalhadores.

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