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Governo estima que radioterapia de Viseu esteja em funcionamento dentro de dois anos
DATA
08/05/2017 10:35:25
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Governo estima que radioterapia de Viseu esteja em funcionamento dentro de dois anos

O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, adiantou que a radioterapia, a instalar no Centro Hospitalar Tondela-Viseu, deverá entrar em funcionamento dentro de dois anos, sendo aplicado um modelo de filiação com o IPO de Coimbra.

“Esperamos que a radioterapia esteja instalada e aberta aos utentes dentro de dois anos ou dois anos e meio. O modelo que vamos ter é o de filiação com o IPO de Coimbra”, sustentou.

De acordo com o governante, que esteve ao início da tarde de sábado no Centro Hospitalar Tondela-Viseu, numa primeira fase será criado um bunker com um acelerador linear (máquina de tratamento), sendo remetida para mais tarde a possibilidade de colocação de um segundo acelerador linear, mediante o número de utentes a tratar.

“Faz sentido tomar decisões à medida que as coisas vão acontecendo, ou seja, à medida que vamos tendo mais doentes e, eventualmente, se verificar a necessidade da instalação do novo acelerador linear”, justificou.

O investimento total do projeto ronda “os sete a oito milhões de euros”, no entanto, os custos poderão baixar cerca de 30% com a instalação de apenas um acelerador linear numa fase inicial.

“O financiamento tem que ser arranjado entre o Ministério da Saúde, fundos comunitários e o trabalho do Centro Hospitalar. Diria que estamos, de forma tripartida, a estudar a melhor forma de financiar o projeto, de forma a que, ainda este ano, se consiga pôr a concurso este acelerador linear e a instalação da radioterapia em Viseu”, explicou.

Manuel Delgado recordou ainda que houve divergências quanto à localização mais adequada para a instalação deste equipamento, no entanto, “foi decidido politicamente que seria em Viseu porque estrategicamente é o local mais adequado e em matéria de equidade no acesso dos cidadãos”.

Questionado pelos jornalistas sobre o número de utentes que poderão vir a ser tratados, o secretário de Estado da Saúde sublinhou que vai depender do ritmo de funcionamento.

“O que vamos fazer é avaliar os doentes que estão a ser tratados, ver os que podem vir a ser tratados aqui e depois é preciso ver os profissionais e os horários de trabalho”, alegou.

No IPO de Coimbra, onde esteve durante a manhã, este serviço realiza entre 90 a 100 tratamentos por dia e funciona “muitos dias da semana, entre as 08:00 e a meia-noite”, porque “é uma pressão muito grande naqueles equipamentos”.

“Se tiver a capacidade de descentralizar a oferta, é evidente que depois ponho cada acelerador linear a trabalhar a um ritmo relativamente menor, apontou.

Para o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Tondela-Viseu, Cílio Correia, este é um projeto estruturante, que irá criar uma nova centralidade na terapêutica do doente oncológico em Viseu.

“É uma boa notícia para a nossa comunidade, Serviço Nacional de Saúde e Centro Hospitalar, mas fundamentalmente para os nossos doentes e familiares, que assim veem abrir-se uma nova possibilidade para o tratamento da sua doença com conforto, segurança e qualidade”, destacou.

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